18 de dez. de 2017

Histologia animal: tecido epitelial

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Histologia (do grego histos, tecido; e logos, estudo) é a parte da Biologia que estuda os tecidos. Originados a partir dos folhetos embrionários (ectoderma, mesoderma e endoderma), tecidos são grupos de células especializadas em realizar determinadas funções. Os animais podem apresentar quatro tecidos básicos ou fundamentais. São eles: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. No estudo que faremos sobre esses tecidos, tomaremos como referencial os tecidos do corpo humano.

TECIDOS EPITELIAIS 

Os tecidos epiteliais ou, simplesmente, epitélios caracterizam-se por apresentarem células justapostas (uma ao lado da outra), bem unidas, com substância intercelular escassa ou ausente. A união das células epiteliais é mantida, principalmente, pelos desmossomos, embora a interdigitações, as glicoproteínas do glicocálix e a zona de oclusão também contribuam para essa adesão. As dimensões e a morfologia das células epiteliais variam muito. Assim, encontramos desde células achatadas (pavimentosas) como um ladrilho, até células prismáticas (mais altas do que largas).
Morfologia de células epiteliais – A. célula pavimentosa; B.célula cúbica; C. célula prismática (colunar, cilíndrica).
Os epitélios, com raras exceções, são tecidos avascularizados, isto é, os vasos sanguíneos não penetrem no tecido. Não há portanto, contato direto de suas células com as paredes dos vasos sanguíneos. Por isso, a nutrição das células epiteliais se faz por difusão dos nutrientes a partir de capilares sanguíneos existentes no tecido conjuntivo subjacente, isto é, que vem logo abaixo do epitélio. Essa camada de tecido conjuntivo é denominada lâmina própria. Ela é vascularizada e assim, por difusão, os nutrientes passam da lâmina própria para o epitélio, que está logo acima. Separando o epitélio da lâmina própria, existe uma camada acelular (sem células) denominada lâmina basal, constituída principalmente de proteínas e glicoproteínas sintetizadas pelas células epiteliais. A lâmina basal é permeável aos nutrientes oriundos da lâmina própria, permitindo, assim, que o epitélio seja convenientemente alimentado. A lâmina basal serve também para suporte para o tecido epitelial, fixando-o  no tecido conjuntivo subjacente, isto é, na lâmina própria.
Os epitélios são inervados, ou seja, recebem terminações nervosas livres, que, às vezes, formam uma rica rede intraepitelial. Outra característica dos epitélios é a constante renovação de suas células feita por uma atividade mitótica contínua. As células epiteliais são, portanto, células lábeis. A velocidade dessa renovação, porém, variável, podendo ser muito rápida em certos casos e mais lenta em outros.
O epitélio que reveste internamente o intestino, por exemplo, renova-se a cada 2-3 dias, enquanto o epitélio das glândulas salivares leva mais de 2 meses para se renovar. O tecido epitelial pode ter origem a partir dos três folhetos embrionários. Por exemplo> o tecido epitelial da epiderme tem origem ectodérmica; o endotélio (que reveste os vasos sanguíneos) é de origem mesodérmica; o 
epitélio que reveste a cavidade do tubo digestório e das vias respiratórias origina-se do endoderma.

Conforme seja especializado em fazer revestimento de superfícies no nosso corpo ou em produzir secreções, reconhecemos dois tipos básicos de tecido epitelial: tecido epitelial de revestimento e tecido epitelial secretor.

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