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17 de dez. de 2017

Exercícios Pré-História - Teste os seus conhecimentos

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1) (UFPE)
“Já se afirmou ser a Pré-História uma continuidade da História Natural, havendo uma analogia entre a evolução orgânica e o progresso da cultura”
Sobre a Pré-história, qual das alternativas a seguir é incorreta?
a) Várias ciências auxiliam no estudo, como a antropologia, a arqueologia e a química.
b) A Pré-história pode ser dividida em Paleolítico e Neolítico, no que se refere ao processo técnico de trabalhar a pedra.
c) Sobre o Paleolítico, podemos afirmar que foi o período de grande desenvolvimento artístico, cujo exemplo são as pinturas antropomorfas e zoomorfas realizadas nas cavernas.
d) O Neolítico apresentou um desenvolvimento artístico diferente do Paleolítico, através dos traços geométricos do desenho e da pintura.
e) Os primeiros seres semelhantes ao homem foram o Australopithecus e o Homem de Java que eram bem mais adaptados que o Homem de Neanderthal.

2)   Sobre a constituição das primeiras estruturas urbanas é correto afirmar:
a) Durante o surgimento das primeiras formações urbanas os homens viviam em cavernas.
b) Nas primeiras formações urbanas apareceram instrumentos rudimentares produzidos pelo homem.
c) O início das primeiras cidades já indicava um processo de sedentarização do homem, proporcionado pela Revolução Agrícola.

d) Quando surgiram as primeiras formações urbanas o homem era essencialmente caçador e coletor.
e) Na formação das primeiras cidades o homem foi ganhando capacidade de agarrar-se em árvores, tornando-se bípedes.

3) (FGV-SP)
A transição do Paleolítico Superior para o Neolítico (entre 10 000 a.C. e 7000 a.C.) foi acompanhada por algumas mudanças básicas para a humanidade. Entre essas, poderíamos citar:
a) o aparecimento da linguagem falada;
b) a domesticação dos animais e plantas, isto é o aparecimento da agricultura e do pastoreio;
c) o aparecimento da magia e da arte;
d) o povoamento de amplas áreas antes não povoadas, como a Europa Central e Ocidental;
e) o aparecimento de vários novos instrumentos, como a agulha de osso, os arpões, os anzóis, a machadinha, a lança e a faca.

4)  (Enem)
Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em quatro e meio bilhões de anos (4,5∙109 anos), com a de uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só conviveu com o homem moderno nas últimas quatro horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a colher. Há menos de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e, como denuncia uma ONG de defesa do meio ambiente, foi nesses últimos sessenta segundos que se produziu todo o lixo do planeta!
O texto permite concluir que a agricultura começou a ser praticada há cerca de
a) 365 anos.
b) 460 anos.
c) 900 anos.
d) 10.000 anos.
e) 460.000 anos.

Gabarito:

1) e
2) c
3) b
4) d

29 de ago. de 2017

História - Grécia

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Faz parte da história Antiga: Seu marco inicial é a invenção da escrita, foi aproximadamente 4000 anos antes de Cristo, e seu final foi com a queda do Império Romano do Ocidente em 478 depois de Cristo.
Nesse período, teve o surgimento de grandes civilizações, como a egípcia. O início da história do povo hebreu e a constituição dos grupos que habitavam a Mesopotâmia.

FORMAÇÃO  

A região sul da Península Balcânica, as ilhas do Mar Egeu e o litoral da Ásia Menor deram origem ao mundo grego. Essa região foi ocupada inicialmente por cretenses e, posteriormente, por aqueus (civilização micênica), dórios, jônios e eólios, povos de origem indo-europeia. A localização geográfica e o solo pouco fértil transformaram o comércio na principal atividade econômica desses grupos. A expansão comercial grega, a partir do século VIII a.C., levou á colonização de vários pontos ao longo do Mediterrâneo, chegando até ao sul da Itália, região conhecida como Magna Grécia. Isso ocorreu por causa de um vasto movimento de expansão, o que levou à fundação de cidades gregas na costa do Mediterrâneo, solucionando a demanda de terras por parte dos mais pobres e estabelecendo-se novos vínculos comerciais.
Internamente, a sociedade se baseava nos genos, comunidades agrícolas autossuficientes. Na chamada comunidade gentílica, a propriedade era comuna e política era comandada pelo pater, geralmente, o homem mais velho. Esse período ficou conhecido como Período Homérico, já que as poucas fontes que restam se encontram nos poemas Ilíada e Odisseia, ambos atribuídos a Homero. O crescimento demográfico da comidade gentílica levou à disputa de terras e à conseguente união de vários genos, visando à formação de alianças defensivas, o que pôs fim á divisão interna desses genos. A propriedade da terra deixou de ser comunal, surgindo, desse modo, uma elite proprietária de terras no interior do mundo grego. Além disso, as condições do território - marcado por acidentes geográficos - bem como as constantes disputas entre povos de cultura diferentes (dórios, jônios e eólios), levaram ao isolamento desses grupos e à posterior formação das cidades-estado. Cada cidade
possuía completa autonomia política e econômica, bem como suas próprias práticas religiosas e culturais. A partir da Acrópole, normalmente o centro geográfico e local mais elevado, se organizava a administração da pólis, culminando no desenvolvimento e um núcleo urbano. O poder passou, gradativamente, as ser exercido por um pequeno grupo de proprietários que se revezavam no controle político, constituindo uma oligarquia. Pelas características adquiridas, os anos compreendidos entre os séculos VIII a.C e VI a.C. compuseram o período conhecido como Arcaico - assim denominado inicialmente pela Arqueologia, que situa nesse período as primeiras manifestações da arte grega. Apesar da existência de inúmeras cidades-estado durante esse período, sobre duas delas nos debruçaremos: Atenas e Esparta.

 ATENAS 

Criadores da Democracia
Localizada no sul da Grécia, Atenas foi ocupada inicialmente por aqueus e, posteriormente, por eólios e jônios. A unificação em cidade-estado, no século X a.C., proporcionou a formação de uma monarquia, na qual o poder era concentrado nas mãos do chamado basileu, proprietário mais poderoso, que exercia a função de rei. A deposição do último basileu, entretanto, levou à formação de um regime oligárquico, baseado no Arcontado, órgão que controlava a política. Os arcontes (em grego, o responsável por um ''arquê'', cargo) eram escolhidos para ocuparem mandatos anuais. Ainda assim, vale ressaltar que Atenas, àquela época, seguia em forma aristocrática de governo.
Após a expansão ateniense pelo sul da Itália e pelo Mar Negro, entre os séculos VIII a.C. e VI a.C., uma grave crise social mergulhou Atenas em violência. Buscou-se, assim, a organização jurídica. Nesse contexto, destacaram-se as figuras de dois grandes legisladores: Dracon e Sólon. O primeiro transformou um registro escrito o conjunto de leis baseado na tradição oral ateniense, reafirmando o poder da elite, os eupátridas, que, em geral, ocupavam cargos no Arcontado. Já Sólon aboliu a escravidão por dívidas, enfatizou o direito de qualquer pessoa prestar queixa, mesmo em nome a terceiros, de modo a corrigir uma injustiça, e propôs uma divisão censitária da sociedade, ou seja, de acordo com a renda de cada indivíduo. Ao invés de sanarem os problemas atenienses, as medidas de Sólon agravaram os problemas sociais, proporcionando o surgimento das tiranias, ou seja, a ascensão política de líderes autoritparios que não tinham respeito pelas tradicionais normas que regulavam a vida da pólis. Foi somente em 510 a.C. que Clístenes retirou do poder o último tirano e instalou em Atenas as condições para a implantação da democracia. O governo popular (demos = povo, kratos = governo) ''governo na mão do povo'' é uma das maiores contribuições gragas para as sociedades atuais. 

 A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA ATENIENSE

A constituição do regime democrático em Atenas foi um longo processo, tendo em vista as diversas formas de resistência a essa instituição. O domínio de novas áreas de exploração também colaborou para o fortalecimento da democracia, já que a prosperidade proporcionada pelos recursos provenientes dessas regiões permitia que os cidadãos atenienses tivessem tempo suficiente para exercerem maior participação na vida política. Diferentemente da aristocracia, a democracia é baseada na premissa da igualdade e não da distinção. No caso de Atenas e de outras cidades gregas, com exceção de Esparta - que continuou sendo uma diarquia -, a democracia era direta. Isso significa que não havia representação, como no caso das eleições atuais, ou seja, cada cidadão ateniense podia tomar parte nas decisões públicas. Na Ágora, edificação situada no centro da pólis, era organizada a Eclésia, assembleia que se reunia cerca de quarenta vezes por ano para discutir assuntos políticos, questões de guerra e paz, bem como temáticas referentes à religião e às festas.
Para participar dessa assembleia, o sujeito deveria ser livre, afinal, os gregos acreditavam que a liberdade e a ociosidade estavam intimamente conectadas à participação política. Desse modo, os membros da Eclésia deveriam possuir escravos para que, livres das atividades manuais e do trabalho, pudessem praticar a política.
Eram considerados cidadãos os homens, filhos de pai e mãe atenienses, maiores de dezoito anos. Por volta de 430 a.C., a região possuía cerca de 310 mil habitantes e em torno de 40 mil cidadãos. A democracia ateniense, portanto, excluía alguns grupos, como as mulheres, os estrangeiros (chamados metecos) e os escravos. Apesar disso, o sistema dava direito a pequenos proprietários e camponeses de tomarem decisões junto aos grandes proprietários. É nisso que residia a força da democracia antiga: nela, os relativamente pobres tinham o mesmo poder de decisão que os mais ricos. Outra instituição política era Bulé, uma espécie de conselho ou senado, que era encarregada de analisar os projetos de lei e de supervisionar a administração pública, a diplomacia e os assuntos militares. A ocupação dos cargos da Bulé se dava por sorteio, e seus ocupantes eram remunerados. Existiam também os magistrados, incumbidos de executar as decisões da Eclésia. Para reforçar os princípios da justiça, os gregos instituíram, ainda, o ostracismo, que consistia no banimento por um período de dez anos de todo indivíduo considerado uma ameaça à democracia.

                                      BULÉ - Cidadão, 30 anos e sorteio.
                                                               
                                      ECLÉSIA - Ateniense, home livre e proprietário.
                                                               

Com a instituição de tais práticas políticas, iniciou-se em Atenas o chamado Período Clássico, durante o qual a democracia ateniense teve seu apogeu, principalmente com a atuação do estadista Péricles. A força de Atenas nesse período tornou-se tão grande que o século V a.C. é conhecido como o século de Péricles. Antes da análise da sociedade ateniense, é importante ressaltar que, apesar de sua curta duração e de suas restrições, a democracia ateniense deixou um grande legado, pois construiu a noção da participação de todos nos assuntos de ordem pública. As leis aprovadas deveriam ser respeitadas por todos, as decisões tomadas eram públicas e a modificação das mesmas só poderia ocorrer com o consenso da maioria. Mesmo com as transformações sofridas pela democracia, quando esta passou a ser revalorizada no Ocidente a partir do século XVIII, seus conceitos e sua prática são referências (ou deveriam ser) para a prática política na atualidade.

Em outra postagem vamos falar sobre sociedade ateniense e Esparta.

Ditadura Militar


           

Bom, para começarmos a estudar a ditadura militar no Brasil vocês devem saber basicamente o que é Ditadura Militar.

v O que é Ditadura militar:

·         Ditadura militar é uma forma de governo cujos poderes políticos são controlados por militares.

       O significado de ditadura se refere a qualquer regime de governo em que todos os     poderes estão sob autoridade de um indivíduo ou de um grupo. No caso de uma ditadura formada por militares, estes chegam ao poder quase sempre através de um golpe de Estado.

·      Um golpe de Estado liderado por militares significa que um governo legítimo é derrubado com o apoio de forças de segurança. Algumas ditaduras militares que não conseguem apoio popular são marcadas pela crueldade e pela falta de respeito aos Direitos Humanos, através de perseguições e torturas aos defensores da oposição.  
                       
As principais regiões governadas por ditaduras militares (ainda em vigor em alguns     países) foram América LatinaÁfrica e Oriente Médio.  

Agora que já compreendemos o que é a ditadura, vamos prosseguir o nosso estudo sobre tal.



Ditadura militar no Brasil  

No Brasil, o regime militar durou mais de 20 anos (entre 1964 e 1985). No dia 1 de abril de 1964, o governo de João Goulart (após renúncia do presidente Jânio Quadros) foi deposto a partir de um golpe de estado e o regime militar teve início alguns dias depois. 

Neste período, também conhecido como aQuinta República Brasileira”, o país presenciou a ausência dos princípios básicos da democracia, além da massiva censura e perseguição política. Vários direitos constitucionais foram violados durante a ditadura militar brasileira e inúmeras pessoas que se posicionavam contra o regime foram torturadas e mortas por alguns dos militares. Muitas empresas de renome no país apoiaram a ditadura e então pagavam para que as torturas viessem a acontecer. 

O Congresso Nacional foi dissolvido durante a ditadura militar, assim como todos os partidos políticos, tendo o direito de permanecer apenas doisMovimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), formada predominantemente por militares.
Os presidentes que comandaram o país durante a ditadura militar foram os seguintes:
·        Humberto de Alencar Castelo Branco (1964 – 1967): general militar e o primeiro presidente sob o comando da ditadura militar.
·         Artur da Costa e Silva (1967 – 1969): durante o governo do militar Costa e Silva (segundo presidente do regime) vigorou o temido AI-5 (Ato Institucional Nº 5), que concedia poderes extraordinários ao Presidente da República, superando as leis constitucionais.
·         Emílio Garrastazu Médici (1969 – 1974): general do exército e terceiro presidente do regime militar. O governo de Médici é considerado o mais repressivo do período do regime militar.
·         Ernesto Geisel (1974 – 1979): general do exército e quarto presidente do regime militar. Com o governo de Geisel, o Brasil começa a caminhar lentamente rumo a uma redemocratização.
·        João Figueiredo (1979 – 1985): último presidente do regime militar. Durante o seu governo foi aprovada a Lei da Anistia, garantindo o direito de retorno dos exilados políticos para o Brasil.


v Lei da Anistia


João Figueiredo promulgou a lei 6.683, que ficaria conhecida como Lei da Anistia, no dia 28 de agosto de 1979.

      

O artigo 1º da lei concedia anistia a “todos (...) no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979 que cometeram crimes políticos ou conexos com estes (...) punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares” 

Desde o fim da década anterior, após a promulgação do Ato Institucional nº5 - que impedia o direito ao habeas corpus por parte dos dissidentes, estudantes, políticos, artistas, jornalistas e parentes de revolucionários capturados ou exilados já pregavam o direito de presos políticos retornarem à pátria ou saírem da prisão.

Ø  Todos que cometiam diretamente ou indiretamente os crimes revolucionários eram chamados de subversivos
  
Entretanto, os duros mandatos dos generais Emílio Médici (1969-1974) e Ernesto Geisel (1974-1979) impediam que qualquer discussão sobre o assunto fosse levado adiante.

Com Figueiredo no poder, alguns intelectuais e engajados políticos acreditavam que o Brasil passasse pela transição à democracia, graças às gafes cometidas e aos comentários ríspidos, tornando-se de certa forma um governo mais maleável. No Rio de Janeiro, é criado um Comitê Brasileiro de Anistia, com sede na Associação Brasileira de Imprensa, que pressiona o governo a votar sobre o projeto.

Entretanto, com o perdão político, não apenas os presos, torturados e exilados podiam caminhar livremente pelo Brasil, mas também os torturadores e assassinos que trabalharam a serviço do regime. Os parlamentares do antigo partido MDB criticavam o fato de alguns presos serem soltos somente no mês de dezembro daquele ano. Também argumentavam que não havia garantias para que os servidores públicos prejudicados pelos atos institucionais retornassem normalmente às suas atividades.
Apesar de mais de 30 anos após sua promulgação, ainda hoje é discutido o teor da Lei da Anistia. Muitos ex-presos políticos na ditadura, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério da Justiça e Casa Civil refletiram seus posicionamentos: eles argumentam que a lei não pode se estender “a crimes comuns praticados por agentes da repressão contra opositores políticos durante o Regime Militar”.

Já o Ministério da Defesa, que comanda o Exército, a Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério das Relações Exteriores dizem que a anistia não pode ser revogada, porque ela é anterior aos efeitos da Constituição de 1988, que não permite ceder anistia a torturadores.


  • Hoje 2017, vivemos em um país onde muitas vezes a DEMOCRACIA e a LIBERDADE DE EXPRESSÃO não são tratadas como devem. Se iniciou um novo movimento em vigor as diretas já. Que presa o direito do cidadão de eleger um presidente para o seu país. 
   


O fim da ditadura militar no Brasil aconteceu em 1985, incentivado pelo movimento das Diretas Já e inflamado pelo grande descontentamento da população pela alta inflação e recessão que o país enfrentava.


         

23 de ago. de 2017

Primeira Guerra Mundial Resumo

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🌎💣Data: 28 de julho de 1914 - 11 de novembro de 1918

No início do século XX, havia enorme tensão e rivalidade entre os governos das grandes potências europeias, como Alemanha, Inglaterra e França. Essa tensão resultou disputas terroristas e por mercados, tanto na Europa quanto fora dela.
Os empresários buscavam novos mercados que consumissem seus produtos, o que levou os governos dos países industrializados europeus a disputar colônias na África e na Ásia.
Ao mesmo tempo, o governo de cada país industrializado procurava dificultar a expansão econômica dos demais, fechando seus mercados aos produtos importantes e tentando impedir a expansão do império colonial dos concorrentes. Essa disputa econômica envolveu principalmente interesses ingleses e alemães.
Movimentos Nacionalistas 
Ligados a essas disputas econômicas e por colônias, havia os movimentos nacionalistas, que pretendiam agrupar sob um mesmo Estado povos de matrizes culturais semelhantes, o que levava a um desejo de expansão territorial. Entre os principais movimentos nacionalistas que desenvolveram na Europa no início do século XX, destacaram-se o pan-eslavismo e o pangermanismo. 
Os pan-eslavistas: liderados em certa medida pelo governo russo, queriam unir todos os povos eslavos da Europa Oriental.
Os pangermanistas: pretendiam anexar à Alemanha os territórios da Europa Central onde viviam germânicos.
Além disso, havia o revanchismo francês: movimento nacionalista pelo qual o governo francês visava recuperar os territórios da Alsácia-Lorena, região rica em minério de ferro e carvão que os franceses foram obrigados a entregar aos alemães depois da derrota na Guerra Franco-Prussiana, em 1870.
O clima de rivalidades de origem à chamada paz armada: diante do risco de guerra, as potências iniciaram uma corrida armamentista, fortaleceram seus exércitos e formaram alianças políticas.
Política de alianças:
Os governos das grandes potências firmaram tratados de aliança entre si, com o objetivo de somar forças para enfrentar os rivais. Depois de muitas negociações e tratados bilaterais, a Europa, em 1907, ficou dividida em dois blocos:
Tríplice Aliança:
 Alemanha   Áustria-Hungria   Império Otomano   Bulgária e outros.

Tríplice Entente: 
 França   Império Britânico   África do Sul   Austrália  Rússia  e outros.
As alianças originais sofreram mudanças e, conforme seus interesses, algumas forças acabaram mudando de lado, como a Itália em 1915, passo para o lado da Entente por ter recebido a promessa de compensações territoriais.
As tensões entre os dois blocos foram aumentando, a ponto de qualquer incidente pode dar início a guerra.
Momentos de crise:
Crise dos  Marrocos: entre 1905 e 1911, França e Alemanha quase chegaram à guerra, devido à disputa pelo território do Marrocos, no norte da África. Em 1906, foi convocada uma conferência internacional, na cidade espanhola de Algeciras, para resolver a disputa. Essa conferência deliberou que os franceses teriam supremacia sobre o Marrocos, enquanto aos alemães caberia  uma pequena faixa de terras no sudoeste africano. O governo da Alemanha não se conformou com a decisão desfavorável e, em 1911, surgiram novos conflitos com a França pela disputa  de territórios da África. Para evitar a guerra, o governo francês concedeu à Alemanha uma considerável parte do Congo.
Crise balcânica: um dos principais focos de atrito entre as potências europeias era a península Balcânica, onde se chocavam o nacionalismo da Sérvia (apoiado pela Rússia) e o expansionismo da Áustria (aliada da Alemanha). Em 1908, a Áustria anexou a Bósnia-Herzegovina, contrariando os interesses da Sérvia, que pretendia incorporar aquelas regiões habitadas por eslavos e criar a Grande Sérvia. Os movimentos nacionalistas sérvios passaram a reagir violentamente contra a anexação austríaca da Bósnia-Herzegovina.
O poder de destruição dos novos armamentos.
O estopim da Primeira Guerra Mundial foi assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, e de sua esposa, na cidade de Saravejo (Bósnia), em 28 de junho de 1914. O autor do crime foi o estudante Gavrilo Princip, pertencente à organização secreta nacionalista Unidade ou Morte, que tinha apoio do governo sérvio (ligado, por sua vez, ao governo russo). Naquelas circunstâncias históricas, o assassinato de Francisco Ferdinando provoco uma reação militar da Áustria contra a Sérvia. Então, devido à política de alianças, muitas outras nações entraram em conflito.
     
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Francisco Ferdinando
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Gavrilo Princip

Acontecimentos:

28 de julho - a Áustria declaro guerra à Servia;
29 de julho - em apoio à Sérvia, a Rússia mobilizou seus exércitos contra a Áustria e a Alemanha;
1 de agosto - a Alemanha declarou guerra à Rússia e, posteriormente, à França;
4 de agosto - para atingir a França, os exércitos alemão e austríaco invadiram a Bélgica (neutra);
5 de agosto - a Inglaterra declarou guerra à Alemanha.

Fotos originais coloridas da Primeira Guerra Mundial: Clique aqui!

17 de mai. de 2017

Colonização do Brasil

Período pré-colonizador

Inicialmente, os portugueses não se interessaram rapidamente pela ocupação de terras brasileiras. A descoberta do novo caminha para as índias havia tornado o comércio de especiarias muito mais lucrativo e, além disso, não foram encontradas as jazidas de ouro pelos enviados da Coroa na América Portuguesa.

Primeiras expedições

Inicialmente o governo português enviou expedições marítimas somente para conhecer as terras brasileiras e preservar sua posse, para somente depois colonizar o Brasil.
→Principais expedições marítimas portuguesas: 
  • Expedição comandada por Gaspar de Lemos (1501)
  • Expedição comandada por Gonçalo Coelho (1503)
  • Expedição comandada por Cristóvão Jacques (15016-1520)

Extração do pau-brasil

Primeira riqueza explorada aqui pelos europeus. Nome científico: Caesalpinia echinata. Outros nomes: ibirapitanga, arabutá, ibirapiranga, pau-rosado, pau-de-pernambuco, muirapiranga, etc.


Monopólio da Coroa
Ao ficar sabendo da quantidade de pau-brasil em terras brasileiras, o rei de Portugal declarou sua exploração monopólio da Coroa portuguesa. Ninguém poderia retirá-lo sem prévia permissão do governo português e pagamento de um tributo. Mas, ingleses espanhóis e, principalmente, franceses continuaram extraindo clandestinamente a madeira.

Trabalho indígena
 A extração do pau-brasil era feita, nessa época, através da mão de obra dos indígenas. Em troca do trabalho eram oferecidos objetos de seus interesses (escambo). Eles derrubavam as árvores, cortavam-nas em toras e carregavam-nas até as feitorias, de onde eram levadas para os navios.

Instalação das feitorias
A extração do pau-brasil demandava um comportamento nômade. Os exploradores deslocavam-se pelo litoral à medida que a madeira ia se esgotando. As feitorias foram construídas somente onde a madeira era mais abundante. Serviam para armazenar e proteger dos ataques franceses e tribos hostis.

Período da Colonização

De acordo com o Tratado de Tordesilhas, Portugal e Espanha eram os únicos donos da América, porém, holandeses, ingleses e franceses não o respeitavam e disputavam a posse pelo território. Também contrabandeavam o pau-brasil. Portugal então, vizando aumentar lucros comerciais, acabar com o contrabando e evitar invasões decidiu colonizar o Brasil. Outro fator que contribui para a colonização, foi o declínio do comércio com o Oriente.

Primeira expedição colonizadora

Comandada por Martim Afonso de Souza. (Partiu de Lisboa em dezembro de 1530 e chegou em janeiro de 1531). Os objetivos eram:
  • Iniciar a ocupação da terra e exploração econômica;
  • Combater corsários estrangeiros;
  • Procurar metais precioso;
  • Melhor conhecimento geográfico do litoral.
Martim Afonso fundou, em 22 de janeiro de 1532, a primeira vila do Brasil. São Vicente, e também alguns povoados.

Cultivo da cana-de-açúcar

 Implantar a produção açucareira em certos trechos do litoral (tinha grande procura na Europa). Instalaram o primeiro engenho na região de São Vicente. Portugal deixou de lado a extração do pau-brasil. A produção de açúcar marcaria a história colonial do Brasil.

Monopólio comercial português

Em 1571 o governo decretou que o comércio colonial com o Brasil deveria ser feito exclusivamente com navios portugueses.
Monopólio comercial → instrumento de domínio econômico da metrópole (Portugal) sobre a colônia (Brasil); Produtos coloniais eram vendidos para a metrópole por preços baixos, enquanto artigos metropolitanos eram vendidos para a colônia por preços altos.

Escravização dos indígenas

Estabeleceu-se em 1530, quando os colonos necessitaram de mão-de-obra para produção açucareira; prisioneiros eram distribuídos ou vendidos como escravos. A escravização indígena se estendeu para outros locais em atividades econômicas como cultivo de milho, feijão, arroz, mandioca e extração das "drogas do sertão" (guaraná, cravo, castanha, baunilha, plantas aromáticas e medicinais), e também para o transporte de mercadorias.

Guerras "justas" Guerras contra os indígenas, autorizadas pelo governo português ou seus representantes, justificada, basicamente, nos casos em que os indígenas (que eram politeístas) se recusavam à conversão à fé católico-cristã ou impediam a divulgação dessa religião, quebravam acordos ou agiam com hostilidade contra os portugueses.